Portugal History

Mar 2017
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Matosinhos Portugal
História de Portugal -Portugal History

Inês de Castro

Inês de Castro - Wikipedia

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Inês de Castro Real Story


Inês de Castro was probably born in Monforte, province of Lugo in 1325 and died on 7 January 1355. She was a Galician lady, illegitimate daughter of Pedro Fernandez de Castro and a Portuguese lady Aldonza Soares de Valadares. Pedro Fernandez de Castro, one of Castile's most powerful nobles, who in turn was the grandson of Sancho IV, King of Castile, as was Prince Pedro, which makes Pedro and Ines cousins.

Inês de Castro became known when her story was remembered by Camões in Canto III of Os Lusíadas, where she refers to the "... miserly and mean, who after being killed was queen ...". She was lover and posthumously declared legitimate wife of Pedro I of Portugal. His unfortunate life and controversial marriage still makes historians pore over the case, looking for clues as to whether or not there was a marriage.

Inês de Castro arrived in Portugal in 1340, as an aunt in the retinue of D. Constança Manuel, daughter of João Manuel, a powerful nobleman of the Castilian royal house, who was to marry Prince Pedro, heir to the throne. The prince falls in love with Agnes shortly thereafter, neglecting his rightful wife, Constance, and endangering weak relations with Castile. Trying to put obstacles between D. Pedro and D. Inês, D. Constança gives Inês his newborn son, Infante D. Luis (1343), in baptism, hoping that the spiritual kinship ties imposed by the crony the lovers. But D. Luís does not reach the first year of life, and little affects the feelings of Pedro and Inês.

King D. Afonso IV exiles D. Inês from his court in 1344, fearing the scandal. There is no evidence, however, that the relationship has been consummated then.

In October 1345, D. Constança Manuel dies giving birth to Infante D. Fernando, leaving Pedro widowed and free to face his father and bring D. Inês back from exile in Albuquerque. The couple went to live far from the court north of Portugal, where they were born the four children, Infantes D. Afonso (still a child), D. João, D. Dinis and D. Beatriz, recognized by their father. D. Pedro departed from politics, the court and his heir prerogatives.



Secret Wedding of Peter and Agnes


King D. Afonso IV surrounded by his advisers, Pêro Coelho, Álvaro Gonçalves and Diogo Lopes Pacheco, went to the Santa Clara Monastery to assassinate D. Inês. Alfonso IV has tried several times to arrange a third marriage for his son, with royal-blooded princess, but Peter refuses to take another woman than Agnes. However, Peter's only legitimate son, the future King Fernando I of Portugal, was a fragile child, while Ines's bastards promised to reach adulthood. The Portuguese nobility was beginning to worry about the growing Castilian influence on the future king.

After some years in the North, Pedro and Inês return to Coimbra and settle in Paço de Santa Clara. On 7 January 1355, D. Afonso gives in to the pressures of his advisers, and taking advantage of D. Pedro's absence on a hunting trip, signs D. Inês's death sentence. Pêro Coelho, Álvaro Gonçalves and Diogo Lopes Pacheco went to the Santa Clara Monastery in Coimbra, where Inês was located, and they justified her by decapitating her. This fact, according to legend, originated the reddish color of the waters that flow in this place of Quinta das Lágrimas. The death of Inês did not bring Peter closer to his father, but on the contrary, the heir revolted against Alfonso IV, who blamed the death. Once again father and son meet in opposite camps in a civil war. Queen Dona Brites intervenes and after months of skirmishes, peace is sealed in August 1355.

Pedro became the eighth king of Portugal in 1357. In June 1360 he made the famous declaration of Cantanhede, legitimizing his sons by stating that he had secretly married Ines in 1354 "... on a day he could not remember. . " The words of the king and his chaplain were the only proof of this marriage. Pedro had two splendid tombs built in the Alcobaça monastery, one for himself and one where he relocated the remains of his beloved Inês. The humourous hummingbird ceremony, so vivid in popular imagery, was probably inserted into the late 16th century narratives after Camões wrote in Linda Canto's tragedy in her Song III.

D. Pedro joined Ines in 1367, and the remains of both lie together to this day.


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In portuguese


História real de Inês de Castro


Inês de Castro, nasceu provavelmente, em Monforte, provincia de Lugo no ano 1325 e morreu a 7 de Janeiro 1355. Foi uma dama galega, filha ilegítima de Pedro Fernandez de Castro e uma dama portuguesa Aldonza Soares de Valadares. Pedro Fernandez de Castro, um dos fidalgos mais poderosos de Castela e que por sua vez era neto de Sancho IV, Rei de Castela, como também o era o príncipe Pedro, o que torna Pedro e Inês primos.

Inês de Castro se tornou conhecida ao ter sua história lembrada por Camões no Canto III de Os Lusíadas, onde faz referência à «...mísera e mesquinha, que depois de ser morta foi rainha...». Foi amante e declarada postumamente esposa legítima de Pedro I de Portugal. A sua desventurada vida e controvertido casamento ainda faz com que historiadores se debrucem sobre o caso, procurando indícios se houve ou não um casamento.

Inês de Castro chegou a Portugal em 1340, integrada como aia no séquito de D. Constança Manuel, filha de João Manuel poderoso nobre descendente da Casa real Castelhana, que iria casar com o príncipe Pedro, herdeiro do trono. O príncipe apaixona-se por Inês pouco tempo depois, negligenciando a mulher legítima, Constança, e pondo em perigo as débeis relações com Castela. Tentando colocar empecilhos entre D. Pedro e D. Inês, D. Constança dá a Inês seu filho recém-nascido, o Infante D. Luis (1343), em batismo, com a esperança de que os laços de parentesco espiritual impostos pelo compadrio afastasse os enamorados. Mas D. Luís não chega ao primeiro ano de vida, e pouco afecta os sentimentos de Pedro e Inês.

O Rei D. Afonso IV, exila D. Inês de sua corte em 1344, temendo o escândalo. Não há porém indícios de que o relacionamento tenha sido consumado, então.

Em Outubro de 1345, D. Constança Manuel morre dando à luz o Infante D. Fernando, deixando Pedro viúvo e livre para enfrentar o pai e trazer D. Inês de volta do exílio em Albuquerque. O casal foi morar longe da corte ao norte de Portugal, onde nasceram os quatro filhos, os Infantes D. Afonso (morto ainda criança), D. João, D. Dinis e D. Beatriz, reconhecidos pelo pai. D. Pedro afastou-se da política, da corte e de suas prerrogativas de herdeiro.



Casamento secreto de Pedro e Inês


O rei D. Afonso IV rodeado dos seus conselheiros, Pêro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco, deslocaram-se ao Mosteiro de Santa Clara para assassinar D. Inês. Afonso IV tentou por diversas vezes organizar um terceiro casamento para o seu filho, com princesa de sangue real, mas Pedro recusa tomar outra mulher que não Inês. Entretanto, o único filho legítimo de Pedro, o futuro rei Fernando I de Portugal, mostrava-se uma criança frágil, enquanto que os bastardos de Inês prometiam chegar à idade adulta. A nobreza portuguesa começava a inquietar-se com a crescente influência castelhana sobre o futuro rei.

Depois de alguns anos no Norte, Pedro e Inês, retornam a Coimbra e se instalam no Paço de Santa Clara. A 7 de Janeiro de 1355, D. Afonso cede às pressões de seus conselheiros, e aproveitando a ausência de D. Pedro numa excursão de caça, assina a sentença de morte de D. Inês. Pêro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco dirigiram-se ao Mosteiro de Santa Clara em Coimbra, onde Inês se encontrava e a justiçaram, degolando-a. Tal facto, segundo a lenda, terá originado a cor avermelhada das águas que correm nesse local da Quinta das Lágrimas. A morte de Inês não trouxe Pedro para mais próximo do pai, antes pelo contrário, o herdeiro revoltou-se contra Afonso IV, que responsabilizou pela morte. Mais uma vez pai e filho se encontram em campos opostos numa guerra civil. A Rainha Dona Brites intervém e após meses de escaramuças, a paz é selada em Agosto de 1355.

Pedro tornou-se o oitavo rei de Portugal em 1357. Em Junho de 1360 faz a famosa declaração de Cantanhede, legitimando os filhos ao afirmar que se havia casado secretamente com Inês, em 1354 "...em dia que não se lembrava...". A palavra do rei, e de seu capelão foram a única prova deste casamento. Pedro mandou construir dois esplêndidos túmulos no mosteiro de Alcobaça, um para si e outro para onde trasladou os restos de sua amada Inês. A tétrica cerimônia do beija mão, tão vívida no imaginário popular, provavelmente foi inserida nas narrativas do final do século XVI, depois de Camões escrever em seu Canto III, a tragédia da Linda Inês.

D. Pedro juntou-se a Inês em 1367, e os restos de ambos jazem juntos até hoje
 
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